Pergunto-me o porquê de tudo; pergunto-me, porque te amo, porque eu sorrio e choro por você. Pergunto-me, porque sempre que quero correr atrás de algo, uma barreira se ergue entre mim e a liberdade, a coragem. Pergunto-me porque estou sempre de mente aberta, porque estou com você? Mesmo sabendo que todos falam de mim. Oh! Isso me faz tão mal. Você deveria saber, mas você não sabe; não sabe de nada, às vezes até me chama de “linda” porque esqueceu meu nome. Você me olha do mesmo jeito que olha para a as pessoas que você não se importa, você não me olha com amor, com carinho, com sentimento como você olha para as “outras” meninas, que você só diz que elas são suas amigas, mas e eu? Eu sou o que na sua vida; sua namorada. Pergunto-me o porquê de quando estou sozinha deitada na cama, me vêm à cabeça mil idéias e muita coragem para falar com você; mas quando estou a um passo de você, toda a coragem vai embora, tudo me abandona. Dá-me vontade de chorar, de me sentar no chão e fechar os olhos e esperar para até que tudo desapareça como num sonho.
— Me abraça. — Eu deixei escapar.
Ele me olhou, indeciso; sem reação, mas não me deixou na mão, pela primeira vez, senti um abraço seu de verdade, com amor e carinho.