Todas as palavras que consegui escrever;

sexta-feira, 18 de março de 2011

Insegurança,


Pergunto-me o porquê de tudo; pergunto-me, porque te amo, porque eu sorrio e choro por você. Pergunto-me, porque sempre que quero correr atrás de algo, uma barreira se ergue entre mim e a liberdade, a coragem. Pergunto-me porque estou sempre de mente aberta, porque estou com você? Mesmo sabendo que todos falam de mim. Oh! Isso me faz tão mal. Você deveria saber, mas você não sabe; não sabe de nada, às vezes até me chama de “linda” porque esqueceu meu nome. Você me olha do mesmo jeito que olha para a as pessoas que você não se importa, você não me olha com amor, com carinho, com sentimento como você olha para as “outras” meninas, que você só diz que elas são suas amigas, mas e eu? Eu sou o que na sua vida; sua namorada. Pergunto-me o porquê de quando estou sozinha deitada na cama, me vêm à cabeça mil idéias e muita coragem para falar com você; mas quando estou a um passo de você, toda a coragem vai embora, tudo me abandona. Dá-me vontade de chorar, de me sentar no chão e fechar os olhos e esperar para até que tudo desapareça como num sonho.
— Me abraça. — Eu deixei escapar.
Ele me olhou, indeciso; sem reação, mas não me deixou na mão, pela primeira vez, senti um abraço seu de verdade, com amor e carinho.
— Claro, minha linda. — Tudo estaria perfeito, o abraço, o carinho, até ele dizer “linda” isso me deixava com raiva. Mas eu não queria me desapegar dele, não queria que o abraço quente dele fosse embora e me deixasse só de novo. — Eu poderia te abraçar pela vida toda.
Eu me surpreendi com suas palavras carinhosas. Mas eu sempre fui desconfiada, aquele abraço no meio da noite, é claro que eu amei a sua atitude, mas me levantava dúvidas e se ele quisesse me deixar e por isso está sendo fofo comigo? Porque essas dúvidas? Esse nervosismo todo. Porque eu sou tão desconfiada? Tentei ignorar minhas próprias perguntas e me assegurei no seu abraço, me mantive atenta só á isso; o carinho e o amor no seu abraço.
Ainda abraçada a ele, eu me perguntava o porquê dos meus porquês; sem respostas vindas de mim mesma. Calei-me. Tudo já estava no fim, eu não gostava disso, por fora eu agia normalmente; um sorriso sincero e gentil no rosto, mas por dentro me sentia nervosa, me sentia angustiada por ter que voltar a minha solitária solidão — uma velha companheira minha — Por quê? Porque eu não podia fazer nada para mudar isso.

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